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Ao analisar patologias em obras, é possível perceber que as causas decorrem, em sua maioria, de erros de especificação e de projeto. “Em seguida, vem a má execução e, na terceira posição, aparecem os materiais com baixa qualidade interferindo na conformidade da obra”, afirma o professor Jorge Santos, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ele lembra que, se o material não tem qualidade, de nada adianta a obra contar com profissional experiente na aplicação do produto, porque não conseguirá fazer daquele um sistema conforme.

“Um piso, por exemplo, que chega na obra com problemas dimensionais ou de acabamento nunca será conforme. Apesar de os materiais estarem em terceiro lugar, acabam interferindo diretamente nas demais fases da obra”, comenta.

No entanto, a responsabilidade do comprador esbarra na sua baixa autonomia. “Esse profissional precisa muito mais de apoio e política de suprimentos da empresa do que simplesmente ser cobrado pelo menor preço”, ensina Santos.